RELATO DE CASO
Manejo de hiperpigmentação pós-inflamatória com handPICO®.
Esse é um relato de caso feito com a Plataforma ETHEREA-MX® e handpiece handPICO®.
Centro de Treinamentos VYDENCE® Medical
O A hiperpigmentação pós-inflamatória (HPI) é uma complicação possível após procedimentos que geram inflamação cutânea, como a radiofrequência microagulhada. Esse fenômeno ocorre quando o processo inflamatório estimula a atividade dos melanócitos e aumenta a produção ou a transferência de melanina para a epiderme e/ou derme.
O manejo da HPI geralmente requer uma abordagem combinada e gradual. Entre as opções terapêuticas estão agentes despigmentantes tópicos, além de antioxidantes e fotoproteção rigorosa. Procedimentos como peelings químicos superficiais e lasers de baixa fluência também podem ser utilizados para acelerar a remoção do pigmento. A escolha do tratamento depende da profundidade do pigmento, do fototipo do paciente e do tempo de evolução da lesão.
O laser de picossegundos Nd:YAG de 1.064 nm possui pulsos ultracurtos que fragmentam os depósitos de melanina em partículas menores, facilitando sua remoção pelos mecanismos fisiológicos. Além disso, essa tecnologia produz menor dano térmico, reduzindo o risco de agravamento da pigmentação e tornando o tratamento mais seguro em diferentes fototipos.
No caso apresentado, o tratamento mostrou-se desafiador, exigindo nove sessões para resolução satisfatória do pigmento.
Foram utilizados spots variando de 7 a 5 mm para tratamento do componente pigmentar e o spot fracionado 6×6 (MLA) para melhora da qualidade do tecido, explorando a formação de LIOBs (laser-induced optical breakdowns), que promovem remodelação dérmica e regeneração tecidual.